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Volkswagen está gastando milhões em marca defunta para fazer SUVs elétricos

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      Em maio de 2022, o Grupo Volkswagen anunciou planos para reviver a marca Scout. A intenção era lançar uma picape puramente elétrica e um SUV em 2026. Mais tarde, em julho, Scott Keogh foi nomeado CEO e, em março de 2023, a VW anunciou que construiria uma nova fábrica montagem de US$ 2 bilhões em Blythewood, Carolina do Sul, para a produção de dois modelos Scout.

      Avançando para os dias de hoje, um novo relatório indica que a VW decidiu suspender o desenvolvimento dos dois modelos. De acordo com o jornal austríaco Kleine Zeitung, a Magna Steyr está projetando o SUV e a picape elétricos em troca da soma de 450 milhões de euros. Com as taxas de câmbio atuais, isso equivale a cerca de R$ 2,4 bilhões. Acredita-se que esse seja o contrato de desenvolvimento mais significativo já concedido à Magna Steyr.

      A Magna é um dos maiores fornecedores do mundo, pois já construiu 31 modelos diferentes, totalizando mais de quatro milhões de carros. O principal deles é o Mercedes-Benz Classe G, que a empresa vem montando desde o final da década de 1970. Mas a empresa também fabrica a dupla Toyota Supra / BMW Z4, o E-Pace e o I-Pace da Jaguar, além do novo Fisker Ocean.

      O Kleine Zeitung diz que a Magna já está trabalhando nos elétricos para a Scout Motors, atribuindo tarefas a engenheiros em Graz (AUS) e nos Estados Unidos. Quando contatado pela Automotive News Europe, um porta-voz da Magna na Europa se recusou a fornecer uma declaração sobre a reportagem do jornal austríaco publicada em 23 de novembro.

      O acordo não é uma grande surpresa, considerando que o Automobilwoche escreveu há um ano que a VW poderia terceirizar a produção para a Magna (ou para a Foxconn). A VW acabou decidindo seguir sozinha em termos de montagem, mas parece que a Magna está lhe dando uma mãozinha no desenvolvimento. A produção dos dois novos modelos está programada para começar no final de 2026 na fábrica da Carolina do Sul, onde a capacidade anual excederá 200.000 unidades.

      Com uma área de 1.100 acres, a futura fábrica será posicionada em um local maior, com aproximadamente 1.600 acres, onde serão criados mais de 4.000 empregos permanentes. Os veículos serão montados em uma plataforma elétrica dedicada, definida para oferecer “capacidade confiável e proeza off-road”, de acordo com uma declaração feita há algum tempo pela Scout Motors.

      O nome Scout vem de International Haverster Scout. Foi um SUV fabricado pela International Haverster entre 1961 e 1980 e adiantou muito das tendências dos utilitários esportivos modernos atualmente. A marca International, que ainda fabrica caminhões para os mercados da América do Norte, faz parte do Grupo Navistar. Por sua vez, este grupo foi incorporado pelo Grupo Traton, divisão do Grupo VW para veículos comerciais e pesados. Daí veio a possibilidade de a Volkswagen trazer de volta o nome Scout.

      Reportagem no site

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